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Galeria:Raças de Ovinos:
Raça Merino Australiano
Raça Ideal
Raça Corriedale
Raça Romney Marsh
Raça Hampshire Down
Raça Texel
Raça Ile de France
Raça Suffolk
Raça Karakul
Raça Border Leicester
Raça Crioula
Fonte: Embrapa
TOSQUIATosquia
Equipe de Ovinocultura/FZEA-USP
Durante a tosquia, o criador obtém o resultado de 1 ano de cuidados. A tosquia, que deve ser feita pelo menos uma vez por ano (preferencialmente nos meses de outubro/novembro e dezembro) por pessoa treinada, com tesoura manual ou mecânica. O produtor deve dedicar-se aos cuidados da tosquia, desde alguns dias que antecede seu inicio, até sua conclusão. Da eficiência deste serviço, dependerá, sensivelmente , a valorização comercial a ser obtida pelo produto. Com exceção dos deslanados, mesmo nos rebanhos comerciais para carn
e, a tosquia é prática indispensável.
A época da tosquia deve ser relacionada às condições do clima e período de maturação das plantas cujas sementes podem aderir a lã. O inicio da primavera (mudam de região para região) é, portanto, o motivo para se planejar o serviço e adotar medidas prévias para a obtenção de um preço mais remunerativo da lã.
Cuidados Preliminares:
- A lã não deve ser tosada molhada ou úmida, pois isto favorece o aparecimento de fungos e bactérias. Deixar um lote de animais encerrados durante a noite para que o serviço no dia seguinte seja iniciado com estes animais, enquanto os outros sejam ao sol.
- O piso sobre o qual será realizada a tosquia deve ser mantido limpo, para que a lã não seja contaminada e desvalorizada por sujeira no momento da classificação.
- Os animais encerrados durante a noite não devem ficar muito apertados, de modo a não sujarem de fezes uns aos outros (evitar a superlotação).
- Com vistas à adequada ordenação do serviço previamente ao inicio da tosquia deve ser realizada a classificação do rebanho em categorias: borrega (os), capões, carneiros e ovelhas.
- Deve-se evitar que os animais corram pelas mangueiras, para que a lã não seja contaminada pela poeira.
- Proceder à última limpeza do rebanho, de modo a deixar os animais aptos a tosquia, isto é, livres das sujeiras e cascarrias. Retirar e separar toda a lã manchada pelas fezes e urina.
Cuidados durante a tosquia 
- Orientar os tosadores para não realizarem "recortes" na lã. Isto é extremamente prejudicial por reduzir o comprimento normal das fibras, o que pode desvalorizar substancialmente o produto.
- As lãs de pata e barriga devem ser separadas das lãs do velo, de modo a evitar a realização do desborde é conseqüentemente a desvalorização da lã no momento da classificação.
- Deve ser iniciada pelas borregas(os), capões e carneiros. As ovelhas de cria devem ser tosadas por último.
- A tosquia deve ser realizada em piso de concreto ou madeira, para evitar que a lã seja contaminada pela terra.
- Os ovinos pretos devem ser tosados separadamente após os demais.
Cuidados pós-tosquia:
- Para evitar contaminação e conseqüente desvalorização das lãs de maior valor, toda a lã preta ou portadora de fibras pretas entremeadas no velo deve ser embolsada em separado das lãs normais. O mesmo procedimento deve ser aplicado no caso das lãs amarelas.
- Visando a correta classificação e valorização da lã, é essencial que o levantador de veios seja orientado para sempre colocar a lã da região da paleta, para o lado de fora. Assim o velo, ao ser atado, deixa exposta a primeira vista, a lã de melhor qualidade e preço.
- Os velos devem ser atados com "fio de papel". Os plásticos ou sintéticos contaminam a lã.
- O "fio de papel" deve ser utilizado, também para fechar as bolsas. Não costurar com fio de nylon, ou de polipropileno.
- As bolsas utilizadas para acondicionar a lã devem ser de juta. Não utilizar sacos de adubo ou de fios sintéticos (nylon).
- Nunca as bolsas de lã devem conter excesso de peso. Se isto acontecer é provável que o embolsador tenha rebentado parte dos velos, o que desvaloriza a lã na classificação.
Sendo a tosquia a finalização do processo de criação dos animais destinados a produção de lã, este é o momento do criador avaliar o progresso de sua experiência, selecionando os ovinos que apresentam melhores velos em peso e qualidade e evitando a reprodução dos animais inferiores em qualidade e rendimento.
Preparação dos velos:
Segundo o método australiano, após o processo da tosquia, os velos são colocados sobre uma mesa para serem desembaraçados as lãs de barriga e perna, que são lãs de qualidade inferior, separando-as das demais. Em seguida o velo é dobrado longitudinalmente pelas bordas laterais e enrolado partindo da região da cauda para a cabeça, sendo então amarradas no fio especial de papel.
Podem ser atada com a própria lã, que é retorcida em forma de corda e depois de passada em sua volta, mantém bem atadas as lãs que compõem o velo.
Não devem ser colocadas juntas com os velos as lãs manchadas de recortes, de pelego, pretas, com detritos ou sementes, para evitar que a produção seja desvalorizada. São enfardados separadamente.
Observações:
Os animais depois de tosquiados devem ter seus ferimentos tratados a fim de evitar bicheiros;
Devem ser soltos em local sombreado, para evitar a exposição ao sol e provocar "stress térmico";
Trinta dias após a tosquia, quando os ferimentos estiverem cicatrizados, deve-se fazer o banho de imersão, prática preventiva contra parasitas externos repetindo o banho, 14 dias depois. Na ausência da banheira anti-sárnica, deve-se fazer a pulverização, tomando cuidado para não deixar nenhuma parta dó corpo sem ser atingida pela solução.
A Aftosa
Saiba mais sobre essa doença viral altamente contagiosa
A doença: A febre aftosa é uma doença viral altamente contagiosa provocada por vírus da família Picornaviridae, gênero Aphthovirus. Existem sete sorotipos imunológicos distintos: A, O, C, SAT1, SAT2, SAT3, Asia1.
Prejuízos: A aftosa é uma das enfermidades animais mais contagiosas e causa importantes perdas econômicas. A mortalidade é baixa em animais adultos, mas nos jovens provoca miocardites que levam à morte. Atinge animais bovinos, ovinos, caprinos, porcos e todos ruminantes selvagens. Camelos, dromedários, lhamas e vicunhas têm baixa suscetibilidade, e cavalos não são afetados.
Contágio: A transmissão se dá por contato direto com animais infectados, contato com secreções, vetores móveis (homens, animais domésticos) que tenham estado em contato com animais contaminados e veículos e equipamentos nas mesmas condições. Em casos raros o vírus pode ser transportado por ar. Os animais contaminados podem transmitir a doença durante o período de incubação e manifestação da aftosa. O ar expirado, saliva, fezes, urina, leite e sêmen de animais doentes provocam contaminação até quatro dias antes do aparecimento dos primeiros sintomas clínicos.
Permanência do vírus: Carne e produtos derivados com pH acima de 6 também conservam o vírus. Bovinos vacinados expostos à doença ou infectados e não abatidos conservam o vírus por 30 meses ou mais (búfalos); nos ovinos o período de conservação é de 9 meses. O período de incubação em animais vivos e não vacinados é de 2 a 14 dias, após os quais começam a aparecer sintomas como vesículas e aftas nas mucosas e língua, feridas no úbere e nos cascos.
Sintomas: Nos primeiros dias antes da manifestação das feridas os animais apresentam falta de apetite, calafrios, febre e redução da produtividade de leite. Após a manifestação das aftas o animal não consegue se alimentar ou caminhar, ficando prostrado e fraco.
Recuperação: A recuperação começa a ocorrer entre 8 a 15 dias após a manifestação dos sintomas. Em casos mais graves os animais sofrem com a superinfecção das lesões, deformação de cascos, mastites e redução permanente da produção de leite, perda de peso, doenças do músculo cardíaco, aborto e morte de animais jovens. Nos ovinos e caprinos as lesões são menos pronunciadas, podendo passar desapercebidas. A mortalidade é alta entre animais jovens. Os porcos podem desenvolver graves lesões nos pés.
Fonte: Organização Internacional de Epizootias (OIE)